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Vingadores: Ultimato

O cinema sempre vivenciou eventos épicos de encerramentos de franquia. “O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei” e “Batman –  O Cavaleiro das Trevas Ressurge” são dois exemplos recentes de momentos que colocaram um ponto final em obras que fizeram história no cinema contemporâneo. E se tem uma franquia que conseguiu ser longeva por anos e manter uma legião de fãs ao redor do mundo foi Harry Potter, e agora, unindo-se ao time, temos a Marvel Studios.

Foram 21 filmes com histórias próprias que pertencem a um mesmo universo e culmina neste vigésimo segundo filme que já podemos considerar como o maior evento da história do cinema moderno. O encerramento de 10 anos iniciados em 2008 com “Homem de Ferro” – um longa que se tornou um sucesso inesperado e abriu as portas para a criação do Universo Cinematográfico da Marvel.

Após o desfecho apoteótico de “Vingadores: Guerra Infinita” – que deu vitória ao vilão e colocou os heróis como fracassados e responsáveis por não conseguirem impedir a disseminação de 50% dos seres vivos do universo – “Vingadores: Ultimato” estreia nos cinemas com a promessa não apenas de colocar um ponto final nestes dez anos de Marvel Studios, como reverter de maneira grande, emocionante e memorável o estrago causado por Thanos no longa anterior.

Difícil falar de “Ultimato” sem adentrar em aspectos que podem comprometer a experiência, mas é importante saber – e irei fazer de maneira superficial -, como os diretores Joe e Anthony Russo conseguiram superar o que fizeram em “Guerra Infinita” e amarrar dez anos de Marvel Studios no cinema com profundidade, coração e sensibilidade. Detalhes de outros filmes – aparentemente corriqueiros, como objetos ou personagens secundários – são lembrados em momentos chaves aqui, e muito além de participações especiais ou fan service, eles servem ao roteiro para tornar ainda mais unificado os 22 longas-metragens produzidos pelo estúdio e reforçar para o público o senso de união deste mundo de heróis.

“Ultimato” também é ousado em não ter receio de quebrar certas expectativas e criar na primeira hora de duração um filme dramático que explora as consequências emocionais dos heróis após as perdas com o estalo do Thanos. Se para alguns pode soar arrastado, este momento é extremamente necessário pois é ele que cria o peso emocional para as consequências posteriores, além de mostrar a vulnerabilidade dos nossos queridos personagens.

Particularmente, fui um defensor ferrenho contra o uso de viagem no tempo para resolver o problema do estalo, justamente por ser uma ferramenta clichê e frequentemente usada no cinema. Mas o não uso dela era inevitável, já que a própria campanha de divulgação do longa apontava para tal resolução. No entanto, confesso, fui surpreendido. A surpresa não vêm do fato da viagem no tempo acontecer de maneira diferente do previsto. Neste quesito, “Ultimato” é bastante previsível, mas fiquei surpreso pela forma com que eles emendaram este e outros filmes da franquia, e como as linhas temporais se misturam para resultar na batalha épica e inesquecível do desfecho. Sem entrar em detalhes, só digo isto: é a culminação de dez anos em um momento ESPETACULAR! Prepara o seu coração!

Se existe um lugar em que “Vingadores: Ultimato” deve ser visto é numa sala de cinema. Som, efeitos, direção de arte e figurino são requisitos básicos em filmes assim, e a obra é merecedora de elogios em cada um deles. Mas a importância de assistir “Ultimato” na tela grande é justamente pela experiência de vivenciar ao lado de outras pessoas, e na imersão causada pelo ambiente do cinema, o encerramento de uma era.

O filme é um evento cinematográfico de proporções únicas e nos empolga com cada sequência de ação que coloca os heróis em uníssono por um bem maior. Mas o que torna tudo tão gratificante, e inesquecível, é o sentimento de ter passado anos ao lado de cada um deles, e agora vivenciar o final de alguns e um novo recomeço para outros. Cinema é isso! É criar laços, viver o impossível, mas sem nunca deixar de lado aquilo que é tão comum a nós seres humanos: os sentimentos. Recomendado!

Vingadores: Ultimato-EUA

Ano: 2019 – Direção: Joe e Anthony Russo

Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Scarlett Johanson,vMark Ruffalo, Brie Larson…

Sinopse: Após Thanos eliminar metade das criaturas vivas, os Vingadores precisam lidar com a dor da perda de amigos e seus entes queridos. Com Tony Stark (Robert Downey Jr.) vagando perdido no espaço sem água nem comida, Steve Rogers (Chris Evans) e Natasha Romanov (Scarlett Johansson) precisam liderar a resistência contra o titã louco.

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Author:

Journalist. Director. Producer. Writer. Actor. Matthew Vilela is a movie critic who writes for the brazilian journal "Diario da Manhã".

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